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Poesias 
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A caneta e o poeta
O poeta abandonou a caneta. Largou-a na gaveta
O poeta não quer mais sonhar, por não ter com quem compartilhar.
O poeta pôs o pé na estrada. Não encontrou nada, além, de solidão
E um vai e vem de gente (des)contente por detrás de um véu de ilusão
O poeta não podia ficar mudo, precisava contar ao mundo...
Foi à praça no afã de declamar em versos o que viu, ouviu e sentiu!
O povo não se interessou.
A voz do poeta foi abafada, por notícias corriqueiras,
Grito da torcida e muitas gargalhadas.
O poeta sentiu-se só em meio à multidão sem cor(ação)
Voltou pra casa. Correu pra gaveta.
Certo de que a caneta era única que poderia escutá-lo...
O poeta re(descobriu)
Que sonho, poeta e caneta,
Formam um mundo particular.
Abraçando o Natal
Desejo,
de coração, que todos nós possamos abraçar
o Natal como causa ganha, celebrando todas as dificuldades vencidas, objetivos
alcançados. Agradecendo por cada passo dado, cada momento feliz,
cada dor superada, pelo privilégio de amar e ser amado...
Que o Natal de presentes, comida, festas.
seja somado ao Natal de sentimentos...
Se não houver ceia, tudo bem, mas que seja saciada a solidão.
Se não houver festa, que dance a alma leve!
Na ausência do presente, a compreensão.
Que nada material possa substituir ou apagar o sentimento de esperança
da criança que (re)nasce em nós!
Vamos abraçar o Natal!!
Assim é a vida...
Viver é ter uma boa
surpresa a cada dia...
E se não tiver nenhuma boa surpresa neste dia aguarde o dia seguinte!
Conclusão
Se sei, não sei...
Se fiz, desfiz
Se fui, voltei
Se ensinei, aprendi
Se calei, falei mais alto
Se corri, sai do lugar
Se perdoei, venci
Se neguei, regredi
Se pequei, paguei
Se pedi, recebi
Se insisti, consegui
Se amei, sou Feliz
Se desistir... Socorro, aí de mim!
Determinação
“A única coisa que pode ser maior
do que um sonho,
é a determinação para alcançá-lo”
É você...
Foi assim que aconteceu...
Lutando contra o destino o
Amor foi o vencedor e
Veio pra ficar
Impossível perecer... Você é
O maior presente que pude receber!
Eu (ainda) existo...
A dor que guardo em mim,
é a dor do abandono,
da falta de esperança,
da falta de recursos,
de não ter pra onde ir...
Do sentimento de impotência,
do sofrimento sem fim...
De saber que apesar de parecer invisível
Eu ainda estou aqui... |
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Filosofia
Eu quero receber um presente
Receber um abraço inesperado
Ter uma surpresa legal
Ver o mar
Pensar em mim...
Não ter tantas responsabilidades
Ser amada de verdade.
Queria tirar o dia de folga
Ter dinheiro pra gastar... Oba!!
Dar presentes para meus amados
Assistir um bom filme com final feliz
Ouvir um sincero: Eu te amo!
E não me sentir só uma gota no oceano
Queria me encontrar.
Ficar comigo, dar boas risadas até cansar...
Comer chocolate sem culpa,
E não engordar...
Viajar no tempo e concertar meus acertos
Queria ser Filosofa, me sentir completa e certa de quem sou!
Queria ter sucesso e
Alguém por perto pra me aplaudir.
Queria ter um carro
e saber me dirigir.
Ou então, por um triz, trocaria tudo isso para
E estar realmente e tão somente: Feliz...
Lua
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Meus sonhos parecem irreais,
talvez seja idealista demais . . .
Minha vida parece irreal,
afinal quem é normal?
Meus objetivos não ecoam em minha mente,
talvez seja mesmo diferente. . .
Faço mil perguntas sem respostas...
Quem sabe a lua possa responder...
Afinal, a lua pertence aos sonhadores, aos poetas e autores!
Quem sabe, ela diga o que acontecerá daqui pra frente.
Não... Mesmo que soubesse
ela não diria, pois, o
meu futuro . . . A Deus pertence.
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Quem és tu?!
Não sou perfeita
Nem sou direita, nem esquerda. . .
Sempre me viro (do avesso) às vezes esqueço,
tropeço, caio, desmaio, mas sempre levanto.
E sigo adiante, um tanto distante...
Como num parto difícil me parto em dois,
refaço em mil!
Solta no vento sento,
espero um afago sincero...
Aconteço, re-conheço,
re-des-cubro o mundo que vibra em mim. . .
Desisto, resisto,
insisto em deixar o cisco que me impede enxergar!
Corro, morro, vou devagar, volto a sonhar. . .
Sou uma, mais um grão de areia que teima em semear.
Faço, refaço, disfarço o tom da voz,
dos nós na garganta
que (dês)cansa em paz. . .
Tenho nome, (sobre)nome, codinome
e muita fome de amor, justiça e liberdade,
Na verdade,
Sou apenas uma mulher...

Simples-Cidade
Quem dera um dia ver a beleza das folhas secas
do outono, sem o sentimento de abandono...
Ouvir a música que a chuva trás
e dançar junto a ele até não agüentar
mais.
Sentir o toque do vento nos cabelos, como o toque de delicados
dedos
Sentir a alegria-pura no sorriso das crianças
E num faz de conta brincar na rua da Esperança...
Ver a beleza inigualável da lua cheia que decora o céu,
sem manto, sem véu...
Quem dera, um dia, tudo isso possa ter mais importância,
que as manchetes das mazelas humanas
que só dão lucros
para as cinzas notícias de jornais...

Verão...
Chove... Chove forte
Céu escuro, véu sem cor, fel da vida... Dor de amor...
Chove... Chove forte
Raios cortam o céu, sonhos que se vão em mil pedaços pelo chão.
Chove... Chove forte
Trovões rompem o silêncio, sem dó, sem som, palavras em vão...
Chove... Chove forte
E o vento uiva tão frio, arrepio da alma vagante, perdida, errante...
E chove... Chove forte
Relâmpagos são fleches na escuridão rompendo todo resto de ilusão
Chove... Chove ainda mais forte no meu coração...
Há risco de morte se hoje for meu dia de sorte.
Viva a Vida
Bela é a vida
Mais que a vida, belo é VIVER!
Bela é a música
Mais que música, belo é OUVIR!
Bela é a paisagem
Mais que a paisagem, belo é ENXERGAR!
Belo é ensinar
Mais que ensinar, belo é APRENDER!
Belo é o amor
Mais que o amor, belo é AMAR!
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