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Histórico Papo Kbça

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Sociedade dos mortos-vivos!
O ato de escrever é também o de observar coisas do cotidiano, desde as mais tocantes até aquelas que, para a maioria, passam desapercebidas. Tenho observado no dia-a-dia, na TV, mídia em geral, como os valores estão mudando cada vez mais pra pior e parece que quase ninguém enxerga isso ou preferem não comentar por temer a réplica dos “carapuçados”!
Outro dia estava na fila de um supermercado e vi uma garotinha de, no máximo, uns quatro anos, vestida como uma mulher de vinte e tantos. Ah, pára!
Fiquei observando aquilo: Batom vermelho, cabelos presos no alto da cabeça, esmalte pink, shortinho e mini blusa de lycra e sandalhinha de salto alto. A mãe, uma adolescente cópia da garota, demonstrava orgulho da precocidade da filha. Alguns olhavam meio torto, outros admiravam, outros sei lá o que pensavam. Do meu canto, confesso que fiquei entristecida de ver uma figurinha, ainda tão pequena, usando tal figurino e pensei: Bizarro! Meu Deus, criança tem que se vestir como criança! Tem que agir como criança! É fundamental vivenciar cada etapa da vida para um desenvolvimento saudável!
Não acho nada bonito ver na TV uma garotinha de três, quatro anos, rebolando com roupinhas minúsculas tal qual suas “ídalas” (mulheres que pelo mesmo rebolado estampam capas de revistas masculinas). Crianças dançando “créu” sob aplausos de adultos, é no mínimo lamentável. Nada a ver! Não se trata de moralismo, a coisa ta feia, a coisa ta séria! Tanto que, estatísticas indicam o crescente número de tragédias como: pedofilia, abuso e violência contra crianças. Estatísticas também mostram o número de adolescentes grávidas sem a menor noção da responsabilidade que é ter um filho e possivelmente criarão suas proles com a mesma “liberdade” com que foram criadas, e a saga continua num circulo vicioso.
Ainda que os pais tomem todo cuidado, impondo limites no intuito de evitar que mazelas como essas os acometam, ainda assim, não há garantias de que seus filhos estão seguros, agora, imaginem então deixá-las soltas, vestindo o que querem, assistindo o que bem entendem, sendo tratadas como mini-adultos. A criança não tem discernimento para avaliar certo ou errado! Exemplificar, orientar, educar é responsabilidade do adulto!
Sem exageros, vale lembrar que psicopatas, de todos os gêneros, também foram crianças um dia.
Pergunto cá com meus botões: Como isso aconteceu? Como foi a criação dessas pessoas? Até que ponto a sociedade é responsável por isso? O que está acontecendo com o mundo? Onde foi parar o bom senso?!! São muitas indagações bem como inúmeros pontos de vista.
Parece que estamos vivos para assuntos que nos convêm e mortos quando se trata de algo que nos chama à responsabilidade.
Deus salve nossas crianças dessa sociedade de mortos-vivos!
Nadando contra a maré
Sempre recebo e-mails de adolescentes que se queixam por não conseguir se identificar com o atual estilo imposto aos jovens. Alguns se rotulam gordinhos(as) e por isso recebem, freqüentemente, criticas dos amigos. Outros são criticados por não gostarem de determinado estilo de música que faz sucesso, e nem por isso, são obrigados a gostar. Há os que são julgados pelo modo como se vestem, ou seja, se a moda é agarradinha, preferem o estilo largadão, outros preferem rock a funk, enfim, uma infinidade de coisas que os desagradam, mas que segundo eles, têm que aceitar. Por essa razão sentem-se como peixe fora d’àgua!
Posso dizer que sei exatamente o que sentem, também passei pelo mesmo desafio! Um exemplo: Quando a moda era usar calças boca de sino, as lojas não vendiam outra coisa que não fosse a “sinetão” e eu detestava o modelito! A solução era comprar e recorrer a minha super irmã que ajustava a peça tirando uns dois metros de cada lado. Tudo bem não era tanto assim, mas chegava perto! O incrível era que, quando saía com minha calça “nova”, todo mundo além de elogiar, perguntava onde tinha comprado.
Cheguei a conclusão de que muitos aceitam, sem questionar, as regras ditadas pela moda e impostas pelas novelas, revistas, mídia, tanto faz, por que temem tornar-se persona non grata nas festinhas, grupinhos, etc e tal.
Não fomos feitos em série, oras! Não somos robozinhos guiados ao bel prazer dos que não nos aceitam como somos! O que seria do mundo se todos fossem iguais? Um exemplo disso é o Japão, eles são tão parecidos que tentam a todo custo ser diferentes, pintando os cabelos de verde, azul, laranja. Tudo para não parecer igual.
Ser o que somos sem a pretensão de ser melhor que alguém, sobretudo, sem ter a preocupação e muito menos o dever de agradar, é um manifesto de liberdade! Um modo de arrancar as amarras dessa ditadura, que como toda ditadura: Oprimi, deprime, tortura, sufoca!
Não é fácil manter a autenticidade, principalmente na adolescência. Em contrapartida, ter estilo próprio é ser criativo, é ter personalidade! E como diria Caetano: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. E vou além: Só os mais fortes nadam contra a maré!
Ação do Bem
Notícias tristes, fofocas e escândalos sempre ganham grande repercussão na mídia. O que é lamentável.
Tudo bem estarmos a par do que acontece no mundo, mas o problema é que só as noticias ruins ganham destaque. Esse tipo de mídia tira nossas esperanças, dando a impressão de que vivemos num caos!
Cheguei a ouvir de uma idosa que o melhor seria que um meteoro caísse na terra, porque não há mais esperanças para raça humana. Bobagem gente!!
Essa idéia de caos se propaga justamente porque nos focamos em coisas ruins, propagamos relatos de crimes, injúrias, tragédias, formando uma atmosfera de desespero, medo, raiva, ganância e todo o lixo que jogam em nossa mente diariamente. O que resulta um número, alarmante, de pessoas com depressão, síndrome do pânico e doenças psicossomáticas.
Coisas boas acontecem todo o tempo, até mais que ruins, só não ganham o mesmo destaque porque não dão lucro à indústria sensacionalista.
Jamais vou esquecer uma cena que presenciei há alguns anos: Voltava do trabalho e vi dois mendigos sentados num banco de praça, um deles colocou a mão no ombro do amigo dizendo: “Morrer não resolve, as coisas vão melhorar, vão sim”. Essa lembrança me emociona até hoje. E me pergunto: “Como pode alguém viver abaixo da linha da miséria e, ainda assim, enxergar o lado bom das coisas?”. Sabe qual é a resposta? Acreditar! Acreditar que o bem existe e que existem pessoas boas, praticando boas ações.
Conheço um grupo de senhoras que se reúnem, semanalmente, para confeccionar enxovais de bebês, que depois de prontos, são entregues em hospitais para que sejam doados a famílias carentes. Há também os chamados “anjos da noite”, pessoas que saem noite afora levando alimento aos moradores de rua. É uma pena que ações como essas não sejam propagadas.
E quantos viveram e vivem praticando ações maravilhosas em prol de seu semelhante, sem ganhar destaque! Chico Xavier, Madre Tereza, Ayrton Senna, Dona Ana, Eurídice, Dra. Karin Schmidt, e tantos outros, conhecidos ou anônimos que se recusam acreditar que tudo está perdido. Vão contribuindo como podem, fazendo jus a vida! Agindo muito sutilmente, suavemente, porque a ação do bem é silenciosa e despretensiosa.
Enfim você voou...
Sábado lá pelas 23h30 um grande amigo partiu desse mundo. Um jovem amigo de 79 anos. Jovem sim! Tem tanta gente de 18, 20 e poucos anos mal humorada, cheia de preconceitos de mal com a vida! O Robério não, ele era cuca fresca, gente boa pra caramba, vivia contando piada, fazendo graça. Lembro-me que quando meu amado paizinho faleceu, o Robério me chamou num canto e disse: “Raquel a morte veio me buscar só que quando chegou no meu portão e viu o monte de arame-farpado que coloquei no muro, desistiu e pegou teu pai!” Depois deu aquela gargalhada rouca, sua marca registrada. Ah, não deu outra, eu comecei a rir. Esse era o Robério, não podia ser diferente, se fosse não tinha graça. Descontraia qualquer ambiente, tinha sempre uma piada, uma história doida pra contar. Jurava de pé junto que viu sereia quando pescava em alto mar. Ah, péra lá Roberio!!Que conversa de pescador!! Dizia eu tentando desafiá-lo, confesso que adorava tirá-lo do sério, embora nunca tenha conseguido tal façanha! “To dizendo Raquel!” Ele afirmava com tamanha veemência que não era eu quem iria contestá-lo.
Assim era meu amigo, adorava um dedo de prosa o que me rendia boas gargalhadas. Dizia que a madrugada esconde mistérios e muitas vezes conseguiu me convencer.
Robério tinha a mente fértil, talvez por não deixar morrer a criança que guardava em si. Ele dizia que essa criança nos faz ver a vida mais colorida, cheia de graça, leve, divertida, e nisso meu amigo estava completamente certo. Era um sábio porque sabia viver e viveu o melhor que pode, fez de sua vida um espetáculo! Não deixou inimizades, ao contrário, era querido por toda a vizinhança e amigos. Plantou amor e colheu gratidão.Certa noite, num desses dedos de prosa, ele me confessou que o seu maior sonho era voar. “Voar láááááá nas alturas” vendo a minha cara perguntou:. Você acha impossível Raquel?!” Na ocasião só ri. Agora sei que é possível, pois enfim você voou...
Sentiremos saudades.
Escolhas
Outro dia conversava com uma amiga sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida. Ela dizia que graduou-se em Direito quando, na realidade, queria ter feito Jornalismo. Após a conversa, divaguei sobre o assunto. O que teria acontecido se escolhesse outro caminho? Se tivesse aceitado uma proposta de emprego em outra cidade? Se preferisse não sair no exato dia em que tudo mudaria em minha vida?
São tantas indagações, tantas perguntas sem respostas, tantas possibilidades...
Uma coisa é certa, tudo está em nossas mãos. Ah, isso é!! Ninguém pode nos ditar o que fazer ou pra onde ir. Ah, pára!! Como seres individuais que somos, cabe somente a nós escolher o que é bom e o que não é.
Se na primeira tentativa não foi o que esperávamos, e daí?! Sempre há tempo pra parar, refletir e tomar novos rumos. Errou? Beleza, segue em frente e tenta fazer diferente. Caiu? Levanta!! Não ta legal? Então muda pelamordeDeus!!!
Nada é absoluto! Podemos mudar o curso de nossas vidas a qualquer instante. Isso é o Livre arbítrio!. Isso é uma dádiva!!
O que não vale é ficar frustrado, magoado com a vida, de cara feia o tempo todo! Éca!! E o cinismo?! Olha, usar do cinismo para alfinetar os que seguem em frente tentando melhorar suas vidas, é fim de carreira, atestado de incompetência!! Gente, pior que desistir é não aceitar que outros têm todo o direito de persistir e insistir na própria felicidade!!
Poxa, a gente ta aqui pra, pelo menos, tentar fazer o melhor por nós! A vida que levamos são os resultados de nossas escolhas. Então vamos fazer o melhor, caramba!!
Sinceramente, tenho profunda admiração pelas pessoas que dão a volta por cima, recomeçam sem temer o novo, não se acovardam com os obstáculos por que são fortes o bastante pra enfrentar os desafios da vida. E o que essas pessoas tem de especial? Nada mais que fé! E pra mim, ter fé é não ter medo!!
Faço minhas as palavras de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
Namorados, amai-vos e alegrai-vos!!
Dia dos namorados ou dos “ficados”, bom, ficar ou namorar é mera nomenclatura, o importante é que o casal sinta-se bem. O que vale é a interação, a afinidade, o respeito e principalmente o bom humor da relação!
Ah, o humor! Isso é imprescindível em qualquer relacionamento. E por incrível que pareça, pasmem, mas o humor é pouco praticado entre os casais. Quase que esquecido, sabe.
Caramba, to cansada de ver casaizinhos passeando de mãos dadas em belos dias de sol, ou passeando no shopping, ou comendo hambuger, ou em festas, ou na fila do banco, do supermercado, ou em qualquer outro lugar, e os vejo sempre, sempre de cara amarrada, ou calados, ou então, a mulher falando pelos cotovelos enquanto o companheiro fica lá, todo serião, pensando em tudo, menos ouvindo o que a pobre ta falando. Coisa triste véio!
Poxa, não estão juntos por livre e espontânea vontade? Não se gostam? Então pra que agir feito dois estranhos quando estão juntos?! Nada a ver!! Tudo bem, nem tudo são flores, há desentendimentos, claro, mas que dure o tempo de acertarem os ponteiros, colocar os pingos nos Is, encarar com maturidade, virar a página e pronto e ponto. Sem essa de cara amarrada à noite toda! Não há como negar que briguinhas, cara feia, indiferença, desgastam qualquer relacionamento, não é verdade?
Namoro, casamento, ou qualquer outro tipo de relacionamento, tem que ser ligth, ver a companheira ou companheiro como um amigo também, dar muita risada, demonstrar carinho e afeto através de gestos e palavras. Poxa, quantas vezes somos gentis com estranhos? Então por que não podemos fazer o mesmo com quem amamos?
É muito importante demonstrar ânimo, alegria por estarem juntos! É tão bacana manter o bom humor, tirar sarro um do outro, contar piada, jogar conversa fora, não só no começo do relacionamento, mas durante toda a vida. Coisas assim fazem bem pro corpo e pra alma!
No fundo o que todo ser humano busca é ser feliz, amar e ser amado. E todo o resto nos será acrescentado!
“O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança, de amar, e de esperar o melhor e não o pior." Alfred Armand Montapert – escritor francês.
Professor Van Gogh
Para todos que enfrentam dificuldades em fazer de seus sonhos realidade.
Vincent Van Gogh, famoso pintor do Impressionismo, pintou 879 quadros, vendeu apenas um. Quanto a isso dizia:
"Tenho uma estranha lucidez quando a natureza é excepcionalmente bela. Não sou mais eu, perco a consciência, e as imagens vêm a mim como num sonho. É tão fácil pintar um bom quadro como encontrar um diamante ou uma pérola. Significa obstáculos e você arrisca sua vida por isso. Não posso evitar o fato de que meus quadros não sejam vendáveis. Mas virá o tempo em que as pessoas verão que eles valem mais que o preço da tinta".
Retrato do Doutor Gachet, Van Gogh
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Apesar de todas as dificuldades e principalmente da hostilidade que enfrentou em razão de seu estilo forte e muitas vezes polêmicos, notório em suas pinturas, Van Gogh acreditou em seu talento. Ainda que não tenha desfrutado do sucesso de suas obras, deixou sua marca na breve passagem pelo mundo.
Em 15 de maio de 1990, o Retrato do Doutor Gachet, um dos seus quadros mais famosos, foi arrematado em US$ 82,5 milhões, em apenas três minutos de leilão.
Que fique, além, de suas obras excepcionais, seu exemplo.
Viva à leitura!
Ao ler um livro, tente entrar na historia, viva cada personagem e verá
como esse hábito pode ser fascinante. Saia um pouco de sua realidade,
vivencie a fantasia que a literatura pode proporcionar. É uma verdadeira
viagem, pois, você pode ir a lugares nunca antes visitados. Se um
livro virou filme, é compreensível que muitos optem pelo
filme, ainda mais com a correria que enfrentamos no dia-a-dia, porém,
acreditem, ler será sempre, infinitamente melhor porque temos a
chance do imaginário, montamos as cenas e os cenários em
nossas mentes e aí está a mágica que o livro proporciona:
exercer o dom da imaginação! Permita-se esse prazer.
Sendo assim, que tal dar um pulinho até a Terra-média
e vivenciar o maior conflito entre o bem e o mal, lutando junto com elfos,
humanos, anões, e os pequenos hobbits, passando por inúmeras
aventuras na tentativa de não permitir que o Senhor do Escuro tome
posse do Anel do Poder. Ou quem sabe uma viagem ao centro terra! Se isso
é fantasioso demais pra você, então que tal usar o
seu lado psicólogo tentando analisar a personalidade de Bentinho
e a desconfiança que ele nutria em relação à
fidelidade de Capitul? Ou até mesmo tentar entender porque Juliana
odiava tanto sua doce e delicada patroa Luísa, em o Primo Basílio.
Um conselho, nessas aventuras psicológicas não se atreva
a desafiar o velho Dom Quixote, ou correrá o risco de ser desafiado
num duelo!
Na aventura literária, é possível,
também, aprender grandes lições com um tal principezinho
de cabelos dourados que deseja que alguém lhe desenhe um carneiro.
Seja qual for o gênero, suspense, mistério,
romântico, policial, jornalístico, ficção ou
não-ficção, não importa, ao ler um livro,
mudamos nossa percepção diante das coisas.
Por mais fantasioso que um livro lhe possa parecer,
evite ressalvas, ao invés disso tente se perguntar: E se fosse
possível?
E de repente... Cresci!!
Outro dia assisti um filme que passou a ser um dos meus favoritos. O filme tem o titulo em português de “De repente 30”, conta história de uma menina de 13 anos que deseja ter 30, no dia de seu aniversário, seu desejo se realiza. Ao deparar-se com 30 anos e bem sucedida profissionalmente ela percebe que não foi feliz em algumas escolhas e isso termina refletindo no presente. Parece até meio clichê, mas não é! Além de ser um culto aos anos 80 (permitam-me dizer, mas não houve melhor década!! As músicas eram lindas, os filmes maravilhosos, poxa quem não gostou de “De volta para o futuro I, II e III”? E “Indiana Jones”? “Curtindo a vida adoidado” é um filme imperdível!! A moda era até bem extravagante, porém, alegre, súúúper alto-astral!! Os anos 80 foi simplesmente MA-RA-VI-LHO-SO!!! Era tudo de bom!! Basta acessar o YouTube e ver a quantidade de saudosos que postam clipes da época), voltando ao filme, é lindo e cheio de entrelinhas que nos faz refletir acerca de nossas escolhas. Se pudéssemos voltar no tempo mudaríamos algo? Olha, pra ser sincera, eu mudaria sim!! Sei lá, acho que faria intercâmbio, conheceria outras culturas, valorizaria mais minha turminha de CDFs (risos), e não trocaria o meu disco Thriller do Michael Jackson por uma dúzia de pulseiras coloridas de jeito nenhum!! Felizmente, a protagonista do filme teve a chance de ver que fez escolhas erradas no passado e pôde corrigi-las!! Na vida real, nem sempre é possível... Ah, que chato né?
Aproveitem a adolescência, sentirão saudades quando acabar. Essa é a melhor fase da vida, em contrapartida é a fase que cometemos as mais diversas idiotices, algumas rendem boas gargalhadas até hoje, outras melhor nem lembrar (risos). Hoje sou muito feliz, mas tive que rever muitos conceitos, mudar caminhos, refazer muita coisa, bater o pé e fazer valer minhas escolhas, até que tudo entrasse nos eixos!
Seja como for, aproveitem bem suas vidas e tire sempre o melhor proveito dela!. Afinal, no roteiro de sua vida, quem decide o final é você!!
Ah, esse vídeo do Michael Jackson (sucessão dos anos 80! Amo esse clipe!! Acho que ele me inspirou para escrever Meia... Meia-noite) é pra matar a saudade e voltar no tempo...
Princesinha de Pequim
Diretor musical da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim admite que a menina chinesa que supostamente cantou “Ode à Pátria” durante o show no estádio Ninho de Pássaro não era a dona da voz. O motivo? A cantora verdadeira não era suficientemente bonita para representar a China. Fonte: Folha de São Paulo.
Imaginem o impacto que isso causou nessa garotinha de apenas sete anos ao saber que mesmo cantando divinamente não pôde mostrar seu rostinho porque alguém (muito tosco) achou que ela é feia e gorda!! Ãh?
A chinesinha fofa, ô dó, teve que aprender muito cedo e de forma cruel, que para uma boa parte da sociedade, o mundo de sucesso, fama e glamour pertence aos mais belos, independente de talento. Lamentável ignorância!
É visível que vivemos em uma época em que a FORMA tornou-se mais importante que o FUNDO. O SER tornou-se desprezível frente ao TER, ou seja, não importa o que você É, mas o que você TEM.
O culto à beleza está tomando proporções cada vez maiores e está atingindo não só os adultos como também as crianças! Vejo garotinhas de nove, dez anos fazendo dietas para manter-se sempre magras, nutrindo o desejo de ser modelo, atriz, cantora, ou tudo o que estiver em evidência e APARECER.
Daí você pode perguntar: “Ora Raquel, que mal há em querer ser bonita(o)?” Respondo: Mal algum!! A questão não está em querer ser/estar bonito, a questão é: Em que grau está a importância que dou à beleza. Até que ponto deixamos que essa idéia da perfeição inatingível nos atinja?
Essa busca absurda pela beleza ta um saco!! Coisa chata! Chega a ser desumana!! Olha, tem que ter muita personalidade para não se deixar levar por essa cultura ignóbil e sem sentido algum.
Eu discordo de Vinicius de Moraes e concordo plenamente com Saint-Exupéry, beleza não é fundamental porque o ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS!
Quanto tempo!!
Tenho recebido e-mails carinhosos perguntando se não escreverei mais o papo kbeça. Fiquei feliz por saber que estou sendo “lida”. Não imaginam como isso motiva alguém que se aventura, e por que não dizer se arrisca em escrever!
Respondo e explico aos meus amados leitores que a razão de minha ausência foi nobre! Além de escrever, também leciono, e em épocas de fim de ano conciliar as duas funções vira uma loucura! Tenho muuuitas provas para corrigir, notas para lançar, visitas e palestras nas escolas que adotaram o Meia... Meia-noite, enfim, coisas que não podem esperar.
Agora estou escrevendo, a pedido de meus queridos leitores, novas aventuras do detetive Raul Mahckal (se lê Macau) e em vias de lançar o meu segundo livro para meados de 2009. Aviso assim que fechar a data do lançamento. Não paro um minuto, graças a Deus!!
Prometo não mais me ausentar por tanto tempo! Aproveito para deixar aqui meus votos de um Natal de paz e um Ano Novo cheio de desafios, pois, é isso que nos motiva e dá sentido à nossa Vida!!
Amo vocês!!
Recebam, ainda que virtualmente, a Bjoka da Raquel Rocha!! (adoro quando rima!!Rs).


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